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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

cartas a Alguém II


    Podia vir para aqui disparatar (outra vez), mesmo que pondo mais realidade e menos ficção do que na última - ah, desculpa-me por isso por mais isso, mas às vezes deixo-me levar pelas teclas e quando olho já lá está mais do que só eu, está a verdade mais a história, e depois não consigo reescrever num estilo justo.

    Podia vir fazer isso tudo mas não faço. Porque o prometido é devido e a partir de hoje a tecla que terei de pressionar quando a ti se disser respeito é delete em vez de todas as outras.

   Esta será, provavelmente e se tudo correr como deve, a última vez (tá,  só foram duas mas e daí?) que o Alguém destas cartas serás tu.


Então adeus.


DELETE

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sábado, 15 de janeiro de 2011

cartas a Alguém I

   E assim, de repente, mais de quatro meses depois, volto. Volto porque parece faltar qualquer coisa - parece que só volto quando falta qualquer coisa - mas afinal, enquanto tudo está bem ninguém precisa de falar. Ninguém precisa de escrever.



  Afinal que raio se passou? Que raio se passa? Porque é que estas coisas têm de ser tão platónicas? Não, não foi a primeira vez que aconteceu e também não foi a primeira vez que nunca chegou a acontecer. Porque decidiste confessar aquilo naquela noite e naquele momento?
   E agora estás quase a ir. Pergunto-me se um dia te vou voltar a ver, se nos voltaremos a encontrar e se, finalmente, acontecerá.

  Sabes o que mais me chateia? É que depois daquelas confissões, daquelas conversas que me obrigaste a ter, nada passou, diria até que se acentuou ainda mais e não consigo parar de te olhar com aqueles olhos, pelo menos de vez em quando e de quando em vez, imaginar como será.

  Tenho curiosidade - confesso - tenho vontade. E sei que tu também tens, às vezes.


Promete-me só que um dia voltas. Só para saber como somos na cama.

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"Para ser grande sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
R.Reis