terça-feira, 8 de março de 2011

30 Day Song Challenge

    Há quem o faça no Facebook, eu vou fazê-lo aqui. Durante 30 dias postar músicas com diferentes significados para mim, é este o desafio; uma música por dia durante trinta dias (seguidos). Bom, não prometo que sejam seguidos, mas farei as trinta, mais cedo ou mais tarde ;p
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day 01 - your favorite song
day 02 - your least favorite song
day 03 - a song that makes you happy
day 04 - a song that makes you sad
day 05 - a song that reminds you of someone
day 06 - a song that reminds you of somewhere
day 07 - a song that reminds you of a certain event
day 08 - a song that you know all the words to
day 09 - a song that you can dance to
day 10 - a song that makes you fall asleep
day 11 - a song from your favorite band
day 12 - a song from a band you hate
day 13 - a song that is a guilty pleasure
day 14 - a song that no one would expect you to love
day 15 - a song that describes you
day 16 - a song that you used to love but now hate
day 17 - a song that you hear often on the radio
day 18 - a song that you wish you heard on the radio
day 19 - a song from your favorite album
day 20 - a song that you listen to when you’re angry
day 21 - a song that you listen to when you’re happy
day 22 - a song that you listen to when you’re sad
day 23 - a song that you want to play at your wedding
day 24 - a song that you want to play at your funeral
day 25 - a song that makes you laugh
day 26 - a song that you can play on an instrument
day 27 - a song that you wish you could play
day 28 - a song that makes you feel guilty
day 29 - a song from your childhood
day 30 - your favorite song at this time last year
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Portanto, Dia 1:   Favourite song... arrisco esta pronto:

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

cartas a Alguém II


    Podia vir para aqui disparatar (outra vez), mesmo que pondo mais realidade e menos ficção do que na última - ah, desculpa-me por isso por mais isso, mas às vezes deixo-me levar pelas teclas e quando olho já lá está mais do que só eu, está a verdade mais a história, e depois não consigo reescrever num estilo justo.

    Podia vir fazer isso tudo mas não faço. Porque o prometido é devido e a partir de hoje a tecla que terei de pressionar quando a ti se disser respeito é delete em vez de todas as outras.

   Esta será, provavelmente e se tudo correr como deve, a última vez (tá,  só foram duas mas e daí?) que o Alguém destas cartas serás tu.


Então adeus.


DELETE

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sábado, 15 de janeiro de 2011

cartas a Alguém I

   E assim, de repente, mais de quatro meses depois, volto. Volto porque parece faltar qualquer coisa - parece que só volto quando falta qualquer coisa - mas afinal, enquanto tudo está bem ninguém precisa de falar. Ninguém precisa de escrever.



  Afinal que raio se passou? Que raio se passa? Porque é que estas coisas têm de ser tão platónicas? Não, não foi a primeira vez que aconteceu e também não foi a primeira vez que nunca chegou a acontecer. Porque decidiste confessar aquilo naquela noite e naquele momento?
   E agora estás quase a ir. Pergunto-me se um dia te vou voltar a ver, se nos voltaremos a encontrar e se, finalmente, acontecerá.

  Sabes o que mais me chateia? É que depois daquelas confissões, daquelas conversas que me obrigaste a ter, nada passou, diria até que se acentuou ainda mais e não consigo parar de te olhar com aqueles olhos, pelo menos de vez em quando e de quando em vez, imaginar como será.

  Tenho curiosidade - confesso - tenho vontade. E sei que tu também tens, às vezes.


Promete-me só que um dia voltas. Só para saber como somos na cama.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

La Passionata



"Acho que quando alguém mexe o suficiente...o passado enterra-se. Ou te apaixonas ou não, é simples.

 Apaixonas-te do nada sem data marcada, não precisas de x período de tempo para esquecer ninguém, porque uma pessoa nova invade automaticamente esse lugar. Tenho a minha teoria: se gostas de alguém, se mexe assim tanto contigo, tudo o resto passa para segundo plano. E eu gosto de paixões fortes, que surgem do nada e apagam passados, as que te obrigam a dar passos largos sem olhar para trás. Daquelas em que fechas os olhos, apesar de estares cheio de medo, e atiras-te, por querer. Só assim as coisas fazem sentido para mim. Queima-se a paixão enquanto há madeira para arder e espera-se que antes de sobrarem só cinzas tenha nascido Amor".


Daqui

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Diz-me uma coisa sobre ti e tenho a mania que sei logo tudo a teu respeito

   Este título - "meio" aparvalhado - advém daquelas frases bastante conhecidas como:
- Diz-me onde moras, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és;
- Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que comes, dir-te-ei como cagas (kidding! ^^).

Tudo isto só para dizer que, por motivos vários, lembrei-me agora de uma das mais brilhantes crónicas escritas até hoje que 'por acaso' (acho que) se intitula "Diz-me onde moras...". O texto é longo e é de autoria do grande Miguel Esteves Cardoso.


ATENÇÃO: esta é uma junção de duas versões da mesma crónica, não garanto a sua verdadeira e total continuidade.


"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!

Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e
Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.
Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada,
Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja...
ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.

Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.

De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.

Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.

Há terras com nomes que parecem títulos de livros de Eugénio de Andrade, como Ferido de Água (concelho de Paredes). Há saldos de todas as espécies. Toda a gente conhece o Vale das Pegas (Albufeira) e a Venda das Raparigas (Alcobaça), mas há lugares mais especializados como a Venda da Luísa (Condeixa-a-Nova) e ainda lugares lamrntavelmente racistas, como seja a infame Venda dos Pretos, em Leiria. Com nomes destes, nunca iremos a lado nenhum.

Não há limites. Há um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima. Começo assim para não começar a falar logo em Picha, vergonha eterna da freguesia e concelho de Pedrógão Grande. Picha tem as casas mais baratas do país, só porque os potenciais residentes são incapazes de enfrentar uma morada tão rasca. Não é um nome que torne distinto um cartão-de-visita.

Se fosse um caso isolado, passaria, mas infelizmente não é. De facto, para além de Picha, Portugal conta igualmente com dois lugarejos denominados Venda da Gaita. Uma fica em Almoster e outra em Tomar.

Recomecemos a nossa viagem pela nossa terra. Que dizer de um país onde é possível ir de Cabeça Perdida (em Portimão) para a Cornalheira (em Meda)?

Devia haver uma Comissão para a Decência Onomástica, que tratasse nomes como Casal do Gorta Rabos (Alcobaça), Mal Lavado (Odemira), Casal da Porcaria (Leiria) e Ripanço (Proença-a-Nova).

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo: Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol.

Qual o construtor civil que se sente tentado a empreender a construção de novos fogos em lugares chamados São Paio da Farinha Podre (Penacova), Casal do Esborrachado (Almeirim), Triste Feia (Leiria), Parola (Mafra) ou Farta-Vacas (Lagos)?

No capítulo da ciência, há nomes que fazem sorrir. Mesmo assim, para quem mora neles, devem ser muito maçadores. Há em Chaves um Raio-X e, como se não bastasse, um Entroncamento do Raio-X. Em Alcobaça, em contrapartida, há uma (mais portuguesa) Engenhoca. Continua com Telégrafo (em Tomar) e Arquitecto (em Mafra). Em Grândola, há uma Aldeia do Futuro. Em que outro país europeu é possível sair um dia de automóvel e fazer o trajecto Raio-X, Engenhoca, Telégrafo, Arquitecto, Aldeia do Futuro??!!

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde),

e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã). E basta!

¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado! "

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Almost Alice

   Já muitos nos sentimos a cair num buraco e não é, de todo, uma sensação agradável. Bom seria se desse buraco fossemos parar a um mundo completamente diferente, cheio de magia e onde tudo é possível, um verdadeiro país das maravilhas.

   Esta música está aqui a representar (quase) toda a BSO de "Alice in Wonderland" - 'Almost Alice', para mim. Apesar de não ter conseguido identificar as músicas no filme, elas de facto remetem para um mundo encantado, especialmente esta, que dá exactamente a sensação descrita, de girar, de cair e de ficar desorientada, a "Her Name is Alice", que acho muito forte e revoltante e a "Lobster Quadrille", de Franz Ferdinad, em forma de conto e que é simplesmente mágica. :)


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vamos fazer a vontade à Raquel e voltar a pegar nisto.

Para já, ficam as saudades de Coimbra.
Apesar da satisfação de estar de volta a casa e mesmo só estando cá há três dias, não sei se me aguento aqui as férias inteiras...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O medo da idade

   
  
   Costumava ver o meu avô bem e sempre a trabalhar, nunca parava. Costumava brincar comigo “às professoras e aos alunos”. Ele era o aluno. O meu avô estava sempre a ler qualquer coisa. Em casa da avó Chica havia sempre jornais, porque o avô gostava muito de ler. E conduzia! O meu avô conduzia camionetas grandes e eu adorava aquilo!

   Um dia o meu avô começou a conduzir menos e a ver mais televisão. Deixou de querer brincar comigo e já não lia mais. Os movimentos eram pouco seguros e ficavam-lhe presos. Deixou de conseguir subir escadas.

    Um dia disseram-me que o meu avô tinha Parkinson.

   A minha avó trabalhava muito. Passava a vida nas sortes e nas hortas a tratar de tudo quanto era legume, flor e árvore. A minha avó fazia-me as vontades todas. A avó Ana ia todos os santos Domingos à missa. A avó palmilhava a vila de uma ponta a outra, ia sempre a pé para o campo e recusava-se a ir para o lar porque “Deus me livre sair da minha casinha!”.

   Um dia a minha avó começou a deixar de ir para o campo, principalmente a pé. Começou a passar mais tempo em casa e cansava-se de andar. Começou a esquecer-se de coisas. A minha avó deixou de ir à missa e quis ir para o lar.

   Um dia disseram-me que a minha avó tinha Alzheimer.

   Um dia disseram-me que as doenças crónicas eram degenerativas.

   Um dia acordei com medo de um dia tremer e não me lembrar porquê….

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Imagine

Uma cover que, se não está perfeita falta-lhe muito, muito pouco para isso.




Gostei mesmo Rui :D  Keep going!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.

                                               (Enlacemos as maos.)
* Ricar Reis, Vem sentar-te comigo Lídia

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.

W. H. Auden
"Para ser grande sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
R.Reis