Andava por aí a ler uns blogues e fartei-me de "ler escrever bem" sobre uma tal que teve um blog mas já não tinha, diziam que a praia dela agora era mais os livros e depois, nos comentários de um desses posts, lá estava um da gaja a dizer que voltou. Toca de ir ler. Vi, vi, vi, li, vi, vi. Nem me estava a agradar assim tanto, mas ela também escreve pouco agora. É mais imagens a praia dela. Então deparei-me com esta imagem (que nem publico, só linko). Epá não gostei. É que sou de Portalegre.
Há coisas que magoam as pessoas.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Olá!
Vinha aqui escrever umas coisas mas entretanto tive uns problemas com o nome de utilizador e agora já desisti. Ainda assim fica aqui registado que vim cá e que vinha com boa intenção.
Mas o meu blogger ainda não mudou e eu estou à espera que ele mude para fazer aqui algo de espectacular *cof*cof* .
Pronto, já está.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sobre o '30 Day Song Challenge'
Eu, os desafios e a assiduidade com que escrevo aqui.
Pronto, é isto. Não resulta.
Pronto, é isto. Não resulta.
terça-feira, 8 de março de 2011
30 Day Song Challenge
Há quem o faça no Facebook, eu vou fazê-lo aqui. Durante 30 dias postar músicas com diferentes significados para mim, é este o desafio; uma música por dia durante trinta dias (seguidos). Bom, não prometo que sejam seguidos, mas farei as trinta, mais cedo ou mais tarde ;p
Portanto, Dia 1: Favourite song... arrisco esta pronto:
__________________________________________________________________________________
day 01 - your favorite song
day 02 - your least favorite song
day 03 - a song that makes you happy
day 04 - a song that makes you sad
day 05 - a song that reminds you of someone
day 06 - a song that reminds you of somewhere
day 07 - a song that reminds you of a certain event
day 08 - a song that you know all the words to
day 09 - a song that you can dance to
day 10 - a song that makes you fall asleep
day 11 - a song from your favorite band
day 12 - a song from a band you hate
day 13 - a song that is a guilty pleasure
day 14 - a song that no one would expect you to love
day 15 - a song that describes you
day 16 - a song that you used to love but now hate
day 17 - a song that you hear often on the radio
day 18 - a song that you wish you heard on the radio
day 19 - a song from your favorite album
day 20 - a song that you listen to when you’re angry
day 21 - a song that you listen to when you’re happy
day 22 - a song that you listen to when you’re sad
day 23 - a song that you want to play at your wedding
day 24 - a song that you want to play at your funeral
day 25 - a song that makes you laugh
day 26 - a song that you can play on an instrument
day 27 - a song that you wish you could play
day 28 - a song that makes you feel guilty
day 29 - a song from your childhood
day 30 - your favorite song at this time last year
__________________________________________________________________________________
Portanto, Dia 1: Favourite song... arrisco esta pronto:
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
cartas a Alguém II
Podia vir para aqui disparatar (outra vez), mesmo que pondo mais realidade e menos ficção do que na última - ah, desculpa-me por isso por mais isso, mas às vezes deixo-me levar pelas teclas e quando olho já lá está mais do que só eu, está a verdade mais a história, e depois não consigo reescrever num estilo justo.
Podia vir fazer isso tudo mas não faço. Porque o prometido é devido e a partir de hoje a tecla que terei de pressionar quando a ti se disser respeito é delete em vez de todas as outras.
Esta será, provavelmente e se tudo correr como deve, a última vez (tá, só foram duas mas e daí?) que o Alguém destas cartas serás tu.
Então adeus.
DELETE
.
sábado, 15 de janeiro de 2011
cartas a Alguém I
E assim, de repente, mais de quatro meses depois, volto. Volto porque parece faltar qualquer coisa - parece que só volto quando falta qualquer coisa - mas afinal, enquanto tudo está bem ninguém precisa de falar. Ninguém precisa de escrever.
Afinal que raio se passou? Que raio se passa? Porque é que estas coisas têm de ser tão platónicas? Não, não foi a primeira vez que aconteceu e também não foi a primeira vez que nunca chegou a acontecer. Porque decidiste confessar aquilo naquela noite e naquele momento?
E agora estás quase a ir. Pergunto-me se um dia te vou voltar a ver, se nos voltaremos a encontrar e se, finalmente, acontecerá.
Sabes o que mais me chateia? É que depois daquelas confissões, daquelas conversas que me obrigaste a ter, nada passou, diria até que se acentuou ainda mais e não consigo parar de te olhar com aqueles olhos, pelo menos de vez em quando e de quando em vez, imaginar como será.
Tenho curiosidade - confesso - tenho vontade. E sei que tu também tens, às vezes.
Promete-me só que um dia voltas. Só para saber como somos na cama.
.
Afinal que raio se passou? Que raio se passa? Porque é que estas coisas têm de ser tão platónicas? Não, não foi a primeira vez que aconteceu e também não foi a primeira vez que nunca chegou a acontecer. Porque decidiste confessar aquilo naquela noite e naquele momento?
E agora estás quase a ir. Pergunto-me se um dia te vou voltar a ver, se nos voltaremos a encontrar e se, finalmente, acontecerá.
Sabes o que mais me chateia? É que depois daquelas confissões, daquelas conversas que me obrigaste a ter, nada passou, diria até que se acentuou ainda mais e não consigo parar de te olhar com aqueles olhos, pelo menos de vez em quando e de quando em vez, imaginar como será.
Tenho curiosidade - confesso - tenho vontade. E sei que tu também tens, às vezes.
Promete-me só que um dia voltas. Só para saber como somos na cama.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
La Passionata
"Acho que quando alguém mexe o suficiente...o passado enterra-se. Ou te apaixonas ou não, é simples.
Apaixonas-te do nada sem data marcada, não precisas de x período de tempo para esquecer ninguém, porque uma pessoa nova invade automaticamente esse lugar. Tenho a minha teoria: se gostas de alguém, se mexe assim tanto contigo, tudo o resto passa para segundo plano. E eu gosto de paixões fortes, que surgem do nada e apagam passados, as que te obrigam a dar passos largos sem olhar para trás. Daquelas em que fechas os olhos, apesar de estares cheio de medo, e atiras-te, por querer. Só assim as coisas fazem sentido para mim. Queima-se a paixão enquanto há madeira para arder e espera-se que antes de sobrarem só cinzas tenha nascido Amor".
Daqui
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Diz-me uma coisa sobre ti e tenho a mania que sei logo tudo a teu respeito
Este título - "meio" aparvalhado - advém daquelas frases bastante conhecidas como:
- Diz-me onde moras, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és;
- Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que comes, dir-te-ei como cagas (kidding! ^^).
Tudo isto só para dizer que, por motivos vários, lembrei-me agora de uma das mais brilhantes crónicas escritas até hoje que 'por acaso' (acho que) se intitula "Diz-me onde moras...". O texto é longo e é de autoria do grande Miguel Esteves Cardoso.
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.
- Diz-me onde moras, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és;
- Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és;
- Diz-me o que comes, dir-te-ei como cagas (kidding! ^^).
Tudo isto só para dizer que, por motivos vários, lembrei-me agora de uma das mais brilhantes crónicas escritas até hoje que 'por acaso' (acho que) se intitula "Diz-me onde moras...". O texto é longo e é de autoria do grande Miguel Esteves Cardoso.
ATENÇÃO: esta é uma junção de duas versões da mesma crónica, não garanto a sua verdadeira e total continuidade.
"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e
Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.
Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada,
Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja...
ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e
Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.
Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada,
Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja...
ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.
Há terras com nomes que parecem títulos de livros de Eugénio de Andrade, como Ferido de Água (concelho de Paredes). Há saldos de todas as espécies. Toda a gente conhece o Vale das Pegas (Albufeira) e a Venda das Raparigas (Alcobaça), mas há lugares mais especializados como a Venda da Luísa (Condeixa-a-Nova) e ainda lugares lamrntavelmente racistas, como seja a infame Venda dos Pretos, em Leiria. Com nomes destes, nunca iremos a lado nenhum.
Não há limites. Há um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima. Começo assim para não começar a falar logo em Picha, vergonha eterna da freguesia e concelho de Pedrógão Grande. Picha tem as casas mais baratas do país, só porque os potenciais residentes são incapazes de enfrentar uma morada tão rasca. Não é um nome que torne distinto um cartão-de-visita.
Se fosse um caso isolado, passaria, mas infelizmente não é. De facto, para além de Picha, Portugal conta igualmente com dois lugarejos denominados Venda da Gaita. Uma fica em Almoster e outra em Tomar.
Recomecemos a nossa viagem pela nossa terra. Que dizer de um país onde é possível ir de Cabeça Perdida (em Portimão) para a Cornalheira (em Meda)?
Devia haver uma Comissão para a Decência Onomástica, que tratasse nomes como Casal do Gorta Rabos (Alcobaça), Mal Lavado (Odemira), Casal da Porcaria (Leiria) e Ripanço (Proença-a-Nova).
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo: Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo: Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol.
Qual o construtor civil que se sente tentado a empreender a construção de novos fogos em lugares chamados São Paio da Farinha Podre (Penacova), Casal do Esborrachado (Almeirim), Triste Feia (Leiria), Parola (Mafra) ou Farta-Vacas (Lagos)?
No capítulo da ciência, há nomes que fazem sorrir. Mesmo assim, para quem mora neles, devem ser muito maçadores. Há em Chaves um Raio-X e, como se não bastasse, um Entroncamento do Raio-X. Em Alcobaça, em contrapartida, há uma (mais portuguesa) Engenhoca. Continua com Telégrafo (em Tomar) e Arquitecto (em Mafra). Em Grândola, há uma Aldeia do Futuro. Em que outro país europeu é possível sair um dia de automóvel e fazer o trajecto Raio-X, Engenhoca, Telégrafo, Arquitecto, Aldeia do Futuro??!!
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde),
e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã). E basta!
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado! "
e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã). E basta!
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado! "
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Almost Alice
Já muitos nos sentimos a cair num buraco e não é, de todo, uma sensação agradável. Bom seria se desse buraco fossemos parar a um mundo completamente diferente, cheio de magia e onde tudo é possível, um verdadeiro país das maravilhas.
Esta música está aqui a representar (quase) toda a BSO de "Alice in Wonderland" - 'Almost Alice', para mim. Apesar de não ter conseguido identificar as músicas no filme, elas de facto remetem para um mundo encantado, especialmente esta, que dá exactamente a sensação descrita, de girar, de cair e de ficar desorientada, a "Her Name is Alice", que acho muito forte e revoltante e a "Lobster Quadrille", de Franz Ferdinad, em forma de conto e que é simplesmente mágica. :)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
O medo da idade
Costumava ver o meu avô bem e sempre a trabalhar, nunca parava. Costumava brincar comigo “às professoras e aos alunos”. Ele era o aluno. O meu avô estava sempre a ler qualquer coisa. Em casa da avó Chica havia sempre jornais, porque o avô gostava muito de ler. E conduzia! O meu avô conduzia camionetas grandes e eu adorava aquilo!
Um dia o meu avô começou a conduzir menos e a ver mais televisão. Deixou de querer brincar comigo e já não lia mais. Os movimentos eram pouco seguros e ficavam-lhe presos. Deixou de conseguir subir escadas.
Um dia disseram-me que o meu avô tinha Parkinson.…
A minha avó trabalhava muito. Passava a vida nas sortes e nas hortas a tratar de tudo quanto era legume, flor e árvore. A minha avó fazia-me as vontades todas. A avó Ana ia todos os santos Domingos à missa. A avó palmilhava a vila de uma ponta a outra, ia sempre a pé para o campo e recusava-se a ir para o lar porque “Deus me livre sair da minha casinha!”.
Um dia a minha avó começou a deixar de ir para o campo, principalmente a pé. Começou a passar mais tempo em casa e cansava-se de andar. Começou a esquecer-se de coisas. A minha avó deixou de ir à missa e quis ir para o lar.
Um dia disseram-me que a minha avó tinha Alzheimer.
Um dia disseram-me que as doenças crónicas eram degenerativas.
Um dia acordei com medo de um dia tremer e não me lembrar porquê….
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Imagine
Uma cover que, se não está perfeita falta-lhe muito, muito pouco para isso.
Gostei mesmo Rui :D Keep going!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
'Alice no País de Tim Burton'
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"Para ser grande sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
R.Reis







