E há quanto tempo não me perco nas palavras!
Ando a guardar na cabeça o que não pode escorrer para o coração.
Se pudesse não hesitava, pegava-te na mão. E levava-te.
Levava-te para longe dos teus pensamentos,
para um sítio só nosso que havíamos de reconstruir. Mas melhor.
Levava-te para lá até quereres estar só comigo. E depois trazia-te.
Trazia-te e deixava-te voar.
E esperava,
E rezava.
Querendo sempre que tu, por ti, quisesses voltar.
Se é que se pode esperar. Se é que serve de algo rezar.
Depois voltavas, davas-me a mão e íamos passear.
Tinhas voltado.
E íamos ser felizes, com os nossos pensamentos, num sítio que é de todos.
Lá estou eu a deixar escorrer para o coração!
Foste só tomar café e estás a 300 km de mim.
Mas quando voltares, não me acordes. Deixa-me sonhar.
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